18.7.08

comigo

eu acho bom sair de são paulo um pouco. não só por viajar. mas pelas implicações (boas ou ruins) que uma viagem traz. sair da rotina chata, me privar de ver quem eu sempre vejo, ouvir outro sotaque, andar por outras ruas, conviver com idéias completamente diferentes. por mais incômodo que seja, quando eu paro pra pensar, é bom. pelo lado brega da coisa: dar valor. principalmente. de ver que podia ser pior, que os meus pais... sabe o que é? eu empaquei agora. porque pra esse negócio de pais não tem certo e errado, bom ou ruim, feio ou bonito. simplesmente é. mas é mais-ou-menos de eu ver como grande parte das pessoas realmente se preocupa com o exterior, com a aparência. me sinto uma ovelha negra por não me preocupar tanto com minha aparência, sendo que muitas vezes em são paulo eu me pego em umas situações que eu julgo serem tão fúteis. mas, acreditem, aqui é "pior".aqui não, não vou generalizar, não tenho dúvidas que longe desse grupo que eu convivo existem pessoas tão diferentes e tão mais pessoas. acho tão triste ver o ser humano ter perdido sua capacidade de ser ser-humano. de - entendem? - pensar, falar, juntar informações... e, tentando fugir do clichê de novo, de pensar. é triste.não que tenha um modelo de ser humano certo que todos deveriam ser. é óbvio que não. mas em certos aspectos, não vou mentir, eu gostaria sim que as pessoas fossem mais formadas. mais humanas. pensassem.

e até por estar aqui não ser uma viagem, já que no tempo que fico aqui eu moro, como, vivo como se fosse daqui, não fico em hotel nem nada, eu acabo vendo como (pelo menos uma superhiperpequena parte da população) realmente é.

[e ser humano não é de ser - animal. ser-vivo.
é de ser (do verbo) humano.]

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